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Mudanças no clima também podem mudar o comportamento das pragas. Períodos de calor intenso, chuvas fortes e alterações nas condições do ambiente podem criar oportunidades para que insetos e roedores encontrem novos caminhos para chegar até empresas.
É por isso que o El Niño 2026/2027 merece atenção. Com um episódio de grande intensidade previsto para este período, entender o que pode mudar e se preparar com antecedência ajuda a reduzir os riscos de infestações oportunistas.
O El Niño 2026 já chama a atenção pela intensidade. Segundo o Painel El Niño 2026-2027, há 81% de probabilidade de que o fenômeno seja classificado como muito forte, com as águas do Pacífico Equatorial mais de 2 °C acima da média. A previsão é de que ele continue influenciando o clima pelo menos até o início de 2027.
É por isso que o fenômeno está sendo chamado de “Super El Niño” no noticiário. O termo não é uma classificação científica oficial, mas ajuda a destacar que estamos diante de um episódio especialmente intenso.
E o impacto do El Niño no Brasil não será igual em todas as regiões. As previsões apontam para mais chuvas em algumas áreas, enquanto outras podem enfrentar períodos mais secos e quentes. Essas diferenças afetam também o comportamento das pragas.
O El Niño 2026/2027 pode mudar as condições que as pragas encontram nas cidades. Em algumas regiões, o calor mais intenso pode favorecer a atividade dos insetos. Em outras, as chuvas fortes podem fazer com que roedores e outros animais deixem seus abrigos em busca de lugares secos e protegidos.
Para as empresas, isso pode significar mais pragas circulando nas áreas externas e uma maior chance de encontrarem uma porta, uma fresta ou outra passagem para entrar na edificação.
O calor pode acelerar o desenvolvimento e a reprodução de alguns insetos. Na prática, uma população que parecia sob controle pode crescer mais rapidamente quando também encontra alimento, água e abrigo.
Imagine, por exemplo, uma área de descarte de resíduos próxima a um restaurante, indústria ou centro de distribuição. Com temperaturas mais altas, o local pode se tornar ainda mais atrativo para moscas e baratas. Se houver falhas de limpeza ou pontos de acesso à edificação, fica mais fácil para essas pragas chegarem às áreas internas.
Quando a chuva aperta, algumas pragas simplesmente procuram um lugar mais seco. É aí que os ambientes corporativos podem entrar nessa história.
Os roedores são um dos principais exemplos. Ratos que vivem em redes de drenagem, galerias e outros locais subterrâneos podem deixar seus abrigos durante chuvas intensas e procurar proteção em depósitos, galpões, áreas técnicas e outras partes da empresa.
E não são só eles. Baratas, aranhas e escorpiões também podem buscar locais protegidos quando as condições externas ficam desfavoráveis.
Por isso, períodos de chuva intensa são um bom momento para verificar portas, ralos, frestas, tubulações e outras possíveis entradas. Uma pequena abertura pode ser suficiente para transformar um problema que estava do lado de fora em uma infestação dentro da empresa.
Nem toda empresa enfrenta os mesmos riscos durante um período de mudanças climáticas. Dependendo da atividade e da estrutura do local, uma infestação oportunista pode trazer problemas sanitários, operacionais ou até afetar a imagem da marca.
Em setores que lidam diretamente com alimentos, medicamentos e outros produtos sensíveis, a presença de pragas é uma questão de segurança. Baratas, roedores e outros vetores podem contaminar produtos e superfícies, além de comprometer áreas que precisam seguir padrões rigorosos de higiene.
O problema também pode aparecer durante uma auditoria. Uma infestação favorecida por condições climáticas fora do padrão pode resultar em não conformidades e reprovação em auditorias, principalmente quando há evidências de falhas no controle de pragas em ambientes industriais.
Em galpões logísticos, uma infestação pode ir além da contaminação. Roedores, por exemplo, podem roer embalagens e danificar fios elétricos, aumentando o risco de curtos-circuitos e prejuízos à estrutura.
Também existe o risco de contaminação de insumos e mercadorias. Para um centro de distribuição, isso pode significar produtos perdidos, interrupções na operação e custos que poderiam ser evitados com um monitoramento adequado.
Aqui, o problema chega diretamente aos olhos do público. Ninguém quer encontrar uma barata em um restaurante, um roedor em um hotel ou sinais de infestação em uma loja.
Além do transtorno imediato, a presença de pragas pode gerar reclamações, avaliações negativas e exposição nas redes sociais. Em outras palavras, uma infestação que começa como um problema operacional pode rapidamente se transformar em um problema de reputação.
Por isso, empresas que recebem clientes, hóspedes ou funcionários precisam estar preparadas não apenas para reagir quando uma praga aparece, mas para reduzir as chances de que ela chegue até o ambiente interno.
Não é preciso esperar uma infestação aparecer para começar a agir. Antes dos períodos de maior calor ou chuva, algumas medidas simples podem reduzir bastante as chances de as pragas encontrarem abrigo e acesso dentro da empresa.
Portas, ralos, frestas, tubulações e outras aberturas podem funcionar como verdadeiras entradas para as pragas. Por isso, vale identificar e corrigir esses pontos antes que o problema apareça.
Também é importante manter áreas externas, depósitos e locais de descarte limpos e organizados. Acúmulo de resíduos, água parada e materiais sem uso podem oferecer alimento e abrigo para diferentes tipos de pragas.
Se o clima aumentar a pressão de pragas na região, o monitoramento também precisa acompanhar essa mudança. Em determinados períodos, pode ser necessário aumentar a frequência das inspeções e ajustar a distribuição de iscas e armadilhas.
Assim, em vez de descobrir uma infestação quando ela já está instalada, a empresa consegue identificar sinais de atividade mais cedo e agir antes que o problema cresça.
O Controle Integrado de Pragas (CIP) é uma metodologia implantada em empresas para prevenir, monitorar e controlar pragas. Um CIP bem-feito reúne as medidas anteriores: corrige pontos de acesso, cuida das condições que atraem as pragas e define uma rotina de monitoramento adequada para cada ambiente.
E, diante de um cenário climático cada vez mais imprevisível, o CIP não deve ser tratado como algo fixo. Se as condições mudam, a estratégia de controle também precisa acompanhar essas mudanças.
O El Niño 2026/2027 pode trazer mudanças no clima e, com elas, novas oportunidades para as pragas. Por isso, antecipar os riscos é mais seguro do que esperar uma infestação aparecer para tomar providências.
Com um Controle Integrado de Pragas adequado, sua empresa pode identificar pontos vulneráveis, acompanhar a atividade das pragas e ajustar as medidas de prevenção de acordo com as condições do ambiente.
A Rentokil ajuda empresas de diferentes setores a manter suas instalações protegidas com soluções de controle e monitoramento de pragas adaptadas às necessidades de cada operação.
Quer preparar sua empresa para os desafios do El Niño? Entre em contato com a Rentokil e saiba como podemos ajudar:
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