A importância da segurança de alimentos (Food Safety)

A segurança de alimentos (Food Safety) é um pilar essencial para empresas do setor alimentício, garantindo que os produtos consumidos estejam livres de contaminação e não representem riscos à saúde.

Neste artigo, explicamos o conceito, sua importância e as melhores práticas para garantir a segurança de alimentos e proteger o bem-estar dos consumidores e a reputação das empresas que atuam na indústria.

O que é segurança de alimentos?

A segurança de alimentos - ou Food Safety, como é referido nas normativas internacionais de saúde pública, por órgãos como a Organização Mundial da Saúde (OMS), refere-se ao conjunto de práticas, procedimentos e políticas que garantem que os alimentos sejam próprios para o consumo humano, ou seja, livres de contaminantes físicos, químicos e biológicos que possam causar doenças ou prejuízos à saúde.

Esse conceito abrange todas as etapas da cadeia alimentar: desde a produção, transporte e armazenamento até o preparo e o consumo final. Cada elo dessa cadeia é responsável por manter a integridade dos alimentos, evitando que sejam contaminados por agentes como bactérias, vírus, fungos, resíduos de agrotóxicos, metais pesados, entre outros.

Para garantir a segurança dos alimentos, a indústria está sujeita a regulamentações rigorosas, como as da Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA, no Brasil. Entre as práticas associadas à segurança de alimentos, estão:

Todas essas ações buscam minimizar os riscos de contaminação e garantir que o alimento chegue ao consumidor final de forma segura.

Tipos de riscos à segurança de alimentos

Para ser mais específico, existem três tipos de riscos que devemos manter sob controle para garantir a segurança de alimentos:

  1. Físicos:  aqueles associados a corpos estranhos em alimentos, como pedaços de madeira, plástico, vidro e outros materiais não comestíveis.
  2. Químicos:  substâncias que contaminam os alimentos durante a cadeia de distribuição. Por exemplo: resíduos de pesticidas, produtos de limpeza usados ​​em armazéns de armazenamento, produtos desinfetantes utilizados em cozinhas de restaurantes, etc.
  3. Biológicos:  perigos relacionados à ação de bactérias, vírus, parasitas, fungos e outros microrganismos. Muitas vezes, esses patógenos vêm de pragas, ou seja, animais como pombos e ratos, que contaminam alimentos, mesas ou talheres com matéria fecal. O controle de pragas é a melhor maneira de lidar com esse risco.

Qual a diferença entre “segurança de alimentos” e “segurança alimentar”?

Por serem bem semelhantes em português, os termos são confundidos com frequência, mas na verdade representam conceitos bem distintos:

  • Segurança de alimentos (Food Safety): trata da inocuidade dos alimentos, ou seja, do controle de riscos de contaminação que podem afetar a saúde do consumidor.
  • Segurança alimentar (Food Security): está relacionada ao acesso regular e permanente a alimentos em quantidade e qualidade suficientes para uma vida saudável, um tema mais amplo e voltado à segurança social.

A importância da segurança de alimentos em estabelecimentos do setor alimentício

A indústria alimentícia é diretamente responsável pela saúde pública. Os riscos mencionados anteriormente podem ameaçar o funcionamento de qualquer estabelecimento utilizado na fabricação, armazenamento e preparo de alimentos. Basta saber que existem mais de 250 doenças que podem ser transmitidas pela alimentação.

Qualquer pessoa pode ficar doente ao comer alimentos infectados, mas o risco aumenta exponencialmente para adultos com 65 anos ou mais, crianças menores de 5 anos, mulheres grávidas e pessoas com sistema imunológico comprometido.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 600 milhões de pessoas adoecem todos os anos após ingerir alimentos contaminados, o que equivale a uma em cada 10 pessoas no mundo. A situação causa 420 mil mortes a cada ano.

No Brasil, um monitoramento do PROMAC (Programa de Monitoramento de Aditivos e Contaminantes em Alimentos), realizado de 2021 a 2023, encontrou algum tipo de contaminação em quase um a cada cinco alimentos analisados.

Mesmo que protocolos de higiene estejam em vigor no local de trabalho, como a higiene das mãos e a higienização de superfícies periódicas, existem muitas ameaças adicionais que precisam estar no radar de gestores e profissionais da indústria.

Bactérias (os microrganismos que mais afetam a segurança alimentar), por exemplo, são capazes de dobrar sua população a cada 20 minutos. Esses microrganismos podem ser transportados no corpo, nas fezes ou na saliva desses vetores e transferidos para os alimentos ou superfícies, como bancadas, utensílios e equipamentos industriais, por meio de simples contato.

Muitas espécies de pragas, como roedores, encontram, de forma instintiva, os pontos de entrada para um local que armazena comida e água. Um único roedor pode espalhar milhares de pelos, além de urina e fezes, o que contamina não apenas os alimentos, mas também utensílios e embalagens, comprometendo o armazenamento seguro de alimentos.

Já moscas e baratas atuam como vetores mecânicos, transportando microrganismos entre superfícies sujas e áreas limpas, como cozinhas e estoques.

O papel do controle de pragas para evitar os riscos biológicos de contaminação dos alimentos

Garantir a segurança dos alimentos é uma responsabilidade compartilhada por toda a cadeia produtiva. Com medidas preventivas, você cuida da saúde das pessoas que escolhem seu produto e da reputação da sua marca.

O controle de pragas é um pilar essencial da segurança de alimentos (Food Safety), especialmente em ambientes onde há manipulação, armazenamento, transporte ou comercialização de produtos alimentícios.

Implementar um controle de pragas de forma correta é a única maneira de proteger seu negócio contra essas ameaças, evitando assim receber sanções das autoridades de saúde. Para isso, contar com uma empresa experiente e confiável é fundamental.

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