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Quem precisa resolver uma infestação e quem presta o serviço muitas vezes parece falar línguas diferentes. Enquanto o público costuma buscar por “dedetização ou detetização”, empresas especializadas e a própria regulamentação sanitária utilizam termos como “desinsetização” e “controle de pragas”.
Para esclarecer essa confusão, vamos entender o erro ortográfico por trás de “detetização”, a origem histórica do termo “dedetização” e o motivo pelo qual ele se tornou um anacronismo, além das diferenças entre o vocabulário popular e a terminologia técnica adotada atualmente pela vigilância sanitária.
“Detetização”, com “te”, é um erro ortográfico e não consta nos dicionários da língua portuguesa. A forma correta é “dedetização”, termo reconhecido no vocabulário comum e tradicionalmente associado ao uso do DDT.
Ainda assim, “detetização” é uma expressão bastante utilizada nas buscas na internet. O gráfico abaixo, elaborado com dados do Google Trends - ferramenta que mostra a popularidade de termos pesquisados no site - permite comparar o interesse pelos termos “dedetização”, “detetização” e “controle de pragas” e mostra como o termo incorreto continua sendo procurado pelo público.
Mas por que o correto é “dedetização”? A resposta está na história do controle de pragas.
O diclorodifeniltricloroetano, ou DDT, foi o primeiro pesticida moderno. Sintetizado em 1874, ele chegou a ser usado em larga escala nos anos de 1940 para combater mosquitos vetores de doenças como malária e dengue.
A eficácia imediata e o baixo custo de produção tornaram o DDT muito popular. Assim, o hábito de dedetizar lavouras contra pragas era algo comum.
Porém, o trabalho da bióloga norte-americana Rachel Carson, em seu livro Primavera Silenciosa (1962), registrou de forma contundente os efeitos prejudiciais do DDT à saúde. Notou-se que o pesticida podia ocasionar câncer em seres humanos e aumentava a mortalidade de pássaros.
Ao longo dos anos, também foi constatado que o produto se acumula no ambiente, sendo ingerido por animais. Peixes contaminados com DDT, por exemplo, podem transmitir essa substância a humanos, caso servissem de alimento.
Após muitos estudos constatarem o prejuízo à saúde, o DDT foi banido no Brasil em 2009. Sua fabricação, importação, exportação, manutenção em estoque, comercialização e uso são proibidos pela Lei nº 11.936.
Mesmo que “dedetização” seja popularmente utilizado para se referir a qualquer serviço de combate a pragas, o termo é considerado obsoleto no contexto da regulamentação sanitária.
Atualmente, a expressão “desinsetização” é utilizada pela Anvisa e em documentos técnicos de controle de vetores para designar ações voltadas ao controle de insetos e outros artrópodes, como baratas, formigas, moscas, mosquitos, pulgas e percevejos.
Na prática, portanto, “dedetização” continua fazendo parte do vocabulário cotidiano e é facilmente compreendida pelo público. Já “desinsetização” corresponde a uma denominação técnica mais específica, utilizada para descrever um dos procedimentos empregados no controle de pragas urbanas.
É importante lembrar, porém, que nem toda praga é um inseto.
A desinsetização não cobre todas as pragas. Por isso, o setor divide as ações de controle em procedimentos especializados, de acordo com o tipo de praga:
Embora “dedetização” seja uma expressão amplamente utilizada no dia a dia, o termo mais adequado para designar o conjunto de estratégias destinadas ao combate e à prevenção de infestações é “Controle de Pragas”.
As empresas controladoras de pragas contemporâneas adotam o modelo de Controle Integrado de Pragas (CIP), que combina diagnóstico, monitoramento, medidas preventivas e métodos de controle para proteger os ambientes de forma planejada, reduzindo riscos de contaminação cruzada e seguindo as exigências da legislação sanitária, como a RDC nº 622 e as normas locais de saúde.
No ambiente urbano, o CIP busca não apenas eliminar focos de infestação, mas também evitar que novas pragas se instalem no local. Para isso, são avaliados pontos vulneráveis do imóvel e adotadas medidas de prevenção, monitoramento e controle de acordo com a situação encontrada.
No campo, a abordagem equivalente é o Manejo Integrado de Pragas (MIP), que reúne diferentes estratégias para reduzir a ocorrência de pragas agrícolas de forma planejada e sustentável.
Vale ressaltar que, em nenhum outro idioma, “dedetização” é uma palavra. O termo mais popular em espanhol é “control de plagas” e, em inglês, “pest control”.
Portanto, caso sua casa ou seu local de trabalho estejam infestados, o ideal é procurar uma empresa de Controle de Pragas ou Manejo de Pragas. As companhias do ramo se apresentam como controladoras de pragas e, normalmente, recorrem a práticas mais modernas e eficientes para realizar a desinsetização, a descupinização e a desratização.
O profissional responsável pelo serviço é o controlador de pragas. Ele não é um mero aplicador de inseticida, embora o controle químico muitas vezes seja necessário para acabar com infestações graves.
Na verdade, o manejo de pragas também envolve medidas preventivas, que visam a impedir o acesso dos invasores. É possível recorrer a ratoeiras, adesivos e outras armadilhas de captura. Nessa abordagem, o objetivo é elaborar estratégias inteligentes para manter o local protegido, sem agredir o meio ambiente.
Os profissionais dedicados ao controle de pragas realizam uma investigação minuciosa do local. Essa etapa é importante para identificar a espécie invasora e, assim, definir a melhor abordagem.
Depois, vem o tratamento propriamente dito. Ele pode envolver armadilhas ou controle químico (com inseticidas mais modernos e seguros que o DDT).
Após a ação curativa, recomenda-se adotar estratégias de prevenção, como limpeza constante da área e reaplicação do serviço dali a alguns meses. Isso impede que novos focos de infestação apareçam.
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Quanto custa o controle de pragas?
Agora que você já conhece a origem e as diferenças entre os principais termos, veja um resumo do significado de cada um e qual o contexto mais apropriado para utilizá-los.
Independentemente do termo utilizado no cotidiano, a segurança do patrimônio e da saúde exige uma metodologia técnica comprovada, respeito às normas da vigilância sanitária e o uso de produtos devidamente regulamentados.
Para isso você pode contar com a Rentokil, líder global em controle de pragas e presente em diversos estados do Brasil. Clique aqui e encontre a unidade mais próxima de você.
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Não. “Detetização”, com “te”, é um erro ortográfico. A forma correta é “dedetização”, palavra incorporada ao vocabulário da língua portuguesa e relacionada historicamente ao DDT.
O DDT foi proibido no Brasil devido aos riscos associados à saúde humana e ao meio ambiente, incluindo sua persistência e capacidade de se acumular nos organismos e nos ecossistemas. A fabricação, importação, exportação, manutenção em estoque, comercialização e uso do produto são proibidos pela Lei nº 11.936, de 14 de maio de 2009.
“Dedetização” é um termo popular, usado genericamente para se referir ao combate a diferentes tipos de pragas. Já “desinsetização” é uma denominação técnica utilizada para ações de controle de insetos e outros artrópodes, como baratas, formigas, moscas, mosquitos, pulgas e percevejos.
Não. A desinsetização é direcionada ao controle de insetos e aracnídeos. Para roedores, como ratos de telhado, ratazanas e camundongos, utiliza-se o termo “desratização”. Já o tratamento específico contra cupins e brocas de madeira é chamado de “descupinização”.
Sim, é possível e necessário realizar tratamentos de controle de pragas no interior da residência. Dependendo do método utilizado, pode ser necessário aguardar algumas horas antes da reocupação do imóvel. Depois, deve-se higienizar as superfícies conforme as orientações fornecidas pela empresa controladora de pragas, de modo a remover resíduos sem comprometer o tratamento.
Nem sempre. Alguns recursos para controlar baratas, formigas e roedores podem ser aplicados inclusive durante o horário de expediente.
No entanto, quando há pulverização de produto químico, é preciso isolar o local pelo período recomendado pelo profissional. Nesse caso, deve-se desocupar o imóvel.
Depende da estratégia utilizada e da praga que está sendo controlada. Alguns tratamentos químicos começam a apresentar efeito rapidamente, enquanto determinadas espécies podem exigir um período maior para que o controle seja concluído.
O tempo também varia conforme o nível da infestação, as características do ambiente e a estratégia definida pelo profissional após a inspeção do local.
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